segunda-feira, 2 de junho de 2008

A hora H

Olá amigos, fiquei um tempinho sem escrever por que estava internada. Vou resumir em tópicos para aqueles que pensam em um dia fazer, poderem ter a noção de tempo.
28/05/08 às 12 horas
Dei entrada no hospital para minha internação. Depois da parte burocrática veio minha surpresa, deveria me despedir de um dos acompanhantes ali mesmo, por que apenas um poderia subir.
Como havíamos combinado minha mãe subiria comigo e o Ri me aguardaria lá fora. Quando fui abraçá-lo desmontei. Minha vida toda passou pela cabeça e a angústia tomou conta de mim. Chorando de soluçar fui em direção ao elevador sem olhar para trás. Na porta do elevador ouvi alguém me chamando e era o Ri me dando tchau e chorando também: foi horrível.
Uma senhora que também iria para alguma cirurgia me chamou a atenção mandando parar de chorar e confiar em Deus. Respirei fundo. O sentimento dentro de mim era desesperador. Só pensava em desistir. Cheguei na sala de espera do centro cirúrgico e estava lotada.
Aguardei alguns minutos que pareceram uma eternidade e fui levada para uma sala onde seria feita a prepação da cirurgia. Uma simpática enfermeira me deu uma roupa para vestir e me levou até uma balança. Me pesou, mediu pressão e frequência cardíaca.
DECIDI QUE IA DESISTIR. Voltei e perguntei para minha mãe sua opinião, ela se recusou a dar por que não queria me influenciar. Morrendo de medo chorando como louca me apeguei a rezar e decidi esperar. O meu médico apareceu fez algumas piadinhas para me descontrair e cheguei a conclusão que se não fizesse, sempre teria na minha a cabeça a dúvida de como seria se tivesse feito. Como se o tempo não passasse, apareceu uma médica e se apresentou, contou como seria a anestesia. Uma geral, que iria me entubar e uma peridural onde injetaria morfina. Explicou os possíveis efeitos colaterais e me desejou boa sorte. Voltei atrás e me acalmei. Rapidamente uma enfermeira chegou e veio me buscar. Não conseguiria descrever a despedida com minha mãe, foi algo acima do bem e do mal.
Na sala, o médico brincou comigo para me acalmar. Olhei ao meu redor e nunca vi tanta gente junta. APAGUEI.
Acordei numa sala de recuperação com meu médico perguntando se estava tudo bem e a anestesista rindo ao meu lado.
Lembro de muitos outros pacientes aguardando assim como eu.
Passado alguns minutos fui levada para meu quarto e lá estavam minha mãe e meu marido com um rosto bem aliviados.
Me sentia bem, apenas um pouco tonta. Dei a liberação para que meu marido contasse a todos os conhecidos o meu feito.
Meu irmão e a Luana foram me visitar. Foi bem legal.
Nesse momento chegou minha primeira refeição: uma jarrinha de chá de erva doce. Não consegui sequer olhar para a "comida".

5 comentários:

maristela brito disse...
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maristela brito disse...
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Rosana Natali Piñol disse...

Oi Bel,

Entrei aqui pra dizer que sempre estive do seu lado e sempre estarei nada do q. uma boa conversa, não é mesmo?!
Te amo muito e volto a dizer, tenho vc. como uma pessoa muito importante na minha vida e desde já te desejo toda felicidade do mundo e muito sucesso nessa sua nova empreitada.

Uma nova fase, uma nova perspectiva de vida, uma nova mulher!!!

Mil beijos

Rosana

Paula disse...
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Paula disse...

Oi, li sua história e me interessei muito, por estar passando por semelhantes experiências, gostaria de saber mais detalhes q ñ encontrei em seus depoimentos tipo como:
quantos kg vc estava qdo começou a fazer os exames pre operatórios e qual sua altura, médico, hospital e convênio, ficarei muito contente com sua resposta, felicidades e Deus abençoe muito....