sexta-feira, 23 de maio de 2008

Antes de falar do meu processo vou contar a visão do que tive da cirurgia da minha mãe. Ela é, e sempre foi uma mulher linda. Um sorriso impecável (que modéstia parte eu herdei). Então nunca tive uma visão de minha mãe gorda ou feia. Só hoje é que percebo como era tudo diferente. Na época ela tinha 56 anos e a cirurgia tinha um tabu enorme por causa dos riscos ainda pouco conhecidos. Fiquei em pânico e fiz de tudo pra impedir. Coitada! Vivia enchendo e colocando minhoca na cabeça dela. Ela como sempre, foi guerreira e persistiu mesmo contra a vontade de todos foi firme e forte. O dia chegou e foi terrível. Chorei muito, tinha medo que ela não voltasse. Lembro perfeitamente bem da cena do quarto aguardando o final da cirurgia, eu e meu pai esperando o médico trazer notícias. Meu pai já comia os dedos, por que as unhas tinham acabado, eu tinha gasto os números do controle remoto da tv.
O Dr Marcelo ligou e pediu que subíssemos no centro cirúrgico. Chegando lá, ele disse que tinha corrido tudo muito bem, mas que ela teria dores no retorno ao quarto, quando acabasse o efeito da anestesia. Assim ocorreu. Apesar dela jurar, que não se lembra disso, me lembro perfeitamente bem dela gemendo de dor. Mesmo assim foi um alívio. Sabíamos que tudo tinha corrido bem.
Ela tinha que andar bastante nos corredores, meu pai sempre acompanhava e bem gordo, não demonstrava a menor vontade de fazer a cirurgia também. O argumento dele é que amava comer então sofreria muito se fizesse a cirurgia. O que tem total lógica.
Nos dias que se seguiram lembro de muita água de coco, gatorade e copinhos de café com água. Sopinha e suquinho só depois de um bom tempo. Ela tinha muito medo de ter o tal do Dupping terror dos operados, trata-se de um tipo de mal estar ao comer doces. As pessoas relatam ser uma sensação semelhante ao coma diabético. Certo dia, ela estava louca pra comer doce, eu falei coma e vamos saber o que acontece, se você passar mal estaremos aqui e corremos pro hospital com você. Ela comeu e nada aconteceu. Resumindo: ela come doces como qualquer outra pessoa.
Se passaram 4 anos e 40Kg eliminados. Ela está maravilhosa usando manequim 42. E pasmem: come de absolutamente tudo. Tudo mesmo. Percebo que algumas coisas tem uma aceitação menor, por exemplo frutos do mar.
Atenção: ela come como uma pessoa normal e não como um gordo ou ex gordo que devora tudo o que vê pela frente. Percebo que o sentido mudou, ela gosta de programas de gente normal e não só comer, comer, comer e comer.
Não fez nenhuma cirurgia reparadora, e como disse anteriormente, ela é linda e ficou mais ainda.

Quando tomei minha decisão ela de cara foi radicalmente contra. Disse que eu não conseguiria, pois tenho prazer em comer. E principalmente EU NÃO TINHA PESO SUIFICIENTE. Meu IMC (índice de massa corpórea) não atinge o padrão solicitado para isso. Porém eu possuía as co-morbidades. São elas, pressão alta, dores nas articulações, etc.

2 comentários:

Adriana disse...

Oi;

Assim como você, também tenho problemas com o meu peso.
Quero indicações de médicos que atendem através de convenio.
acestini@ig.com.br

patricia disse...

Tenho 31 anos, 1,66 e 90 kilos. Tenho problemas coma balança durante toda a vida e se agravou mais apos as gravidez. Fiz dieta durante anos , consigo e dpois recupero em dobro, mas nunca chego no peso ideal...Agora sinto os prejuizos do sobrepeso, falta de ar, dificuldade para exercicios leves do dia a dia, glicose elevada...e nao consigo mais tomar nenhum tipo de mdicamento para emagrecimento.
Quai passo devo dar para conseguir cirurgia do estomago pelo convenio, o meu é o medial class 640.
obrigada