sábado, 24 de maio de 2008

Mesmo assim decidi ir atrás e levei minha mãe numa das consultas que marquei. Gostaria de fazer a cirurgia com o médico que fez a dela, mas meu convênio não cobre.
Na primeira consulta ela ficou bem assustada, o médico disse que só poderia fazer a aberta (com cicatriz) e mostrou fotos de pacientes antes e depois. Deixou claro o risco de óbito de 1% e também mostrou alguns casos de insucesso. Disse que seria necessário passar por uma perícia e uma junta médica para que o convênio aprovasse. Eu topei.
Me convidou para uma palestra educativa sobre o assunto. Fui a palestra com diversos profissionais que atuariam em conjunto no processo. Enfermeira, fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga e médico. Foi extremamente esclarecedor. Amei e saí de lá decidida. Só com um porém, não queria fazer a aberta e sim através de videolaparoscopia. Técnica que não realiza cortes e só alguns furinhos discretos. O problema é que meu convênio não cobre esse tipo de técnica. Conversei então com um amigo que me disse que a ANS (agência nacional de saúde) lançaria um novo rol de procedimentos e os planos de saúde deveriam cobrir esse tipo de técnica. Comecei a investigar na internet. Conversei com uma amiga de meu irmão que fez e já tinha feito mil plásticas e até colocado silicone. Fui numa festa e vi que o namorado de minha amiga que havia feito a cirurgia comia de tudo, assim como minha mãe. Conversei com uma colega que fez também sem o peso necessário, como no meu caso e estava muito feliz.
Fui ao meu cardiologista e ele foi totalmente a favor. Deu inclusive um laudo atestando que pra minha hipertensão seria ótimo. Fui ao meu neurologista e ele literalmente acabou comigo. Disse que era radicalmente contra e não daria nenhum apoio, ao contrário reprovaria se fosse consultado.
Queria então ouvir uma segunda opinião. A secretária do médico de minha mãe deu o telefone de um cirurgião que operava na equipe dele e atendia meu plano de saúde. O segundo médico era bem diferente do primeiro. Muito calmo, um consultório tranqüilo e bem localizado. Ele conversou comigo e perguntou algumas coisas, contei que já havia passado por outros dois locais e que queria fazer mesmo sem ter o peso mínimo e ainda por vídeolaparoscopia. Esse médico não tinha o mesmo número de cirurgias que o anterior possuía. O número era significativamente menor, porém me passou uma segurança bem maior. Decidi que seria com ele. Ele me pediu muitos exames, dos mais variados tipos. Senti que ali não era uma “indústria do gordo”; alguns consultórios hoje têm até protocolo pro paciente seguir ao marcarem a primeira consulta.
Enquanto fazia os exames passei a me sentir mais confiante, resolvi fazer uma pós graduação que já fazia algum tempo que tinha vontade. Estou cursando gestão empresarial em Fono, amando o curso.
Terminei os exames e retornei. Até então não contei pra ninguém apenas pra minha mãe, meu irmão e meu marido. O único que botava fé que daria certo realmente, foi meu marido. Ele me deu a maior força desde o início. Ele também está acima do peso, mas é rato de academia. Não falta nunca. Já emagreceu 9 Kg só suando a camisa. Comecei a correr atrás paralelamente da questão da vídeolaparoscopia, liguei para um amigo advogado e perguntei informações de como seria possível conseguir essa autorização, liguei pra ANS, falei com minha corretora de plano de saúde e assim juntei o máximo de informações possíveis.
Meu cirurgião me encaminhou então para um médico endocrinologista perito do convênio. Ele me examinou, fez algumas perguntas, pediu meus exames e deu uma guia para que a junta médica do convênio analisasse.
Passado 11 intermináveis dias. Recebi uma ligação do convênio dizendo que tinha sido aprovado o meu pedido e poderia fazer a cirurgia com cobertura do plano de saúde mesmo sem ter o IMC mínimo. Marcaram uma palestra obrigatória que me daria algumas outras informações extras. Fiquei radiante. Comemorei como nunca. Comemorei com comida, óbvio. Saí pra jantar!!!!
O médico solicitou que passasse em consulta com uma nutricionista e com uma psicóloga, acompanhamento essencial para quem vai se submeter à cirurgia.

2 comentários:

Adriana e Familia Mattos disse...

oie meu nome é ADRIANA TENHO29 ANOS 3 FILHOS E SOU CASADA A 11 ANOS PESO90KLS E MEÇO 1,60 GOSTARIA DE SABER SE COM ESSE PESO CONSIGO FAZER A CIRURGIA DE REDUÇÃO DE ESTOMAGO POIS MINHA VIDA JA Ñ TEM MAIS SENTIDO VIVO MAL HUMORADA , COM DEPRESÃO TENHO VERGONHA DE SAIR NA RUA POIS QUANDO ENCONTRO ALGUMA AMIGA A PRIMEIRA COISA QUE ELAS FALAM É : NOSSA COMO V C ESTA GORDINHA EU FICO MUITO CHATEADA AI COMO MAIS AINDA JA FIZ VARIAS DIETAS JA TOMEI MUITAS FORMULAS MAS NADA DEU UM RESULTADO POSITIVO ........ PELO FATO DEU ESTAR GORDA MINHA VIDA FAMILIAR VAI MUITO MAL Ñ TENHO PACIENCIA PARA LIDAR COM MEUS FILHOS , MINHA VIDA SEXUAL ESTA UM HORROR MEU MARIDO JA NEM OLHA PARA MIM COMO ANTES EU SINTO QUE ELE TEM VERGONHA DE MIM POIS ELE SEMPRE DIZ NOSSA MAS VC ESTA MUITO GORDA ENTÃO PEÇO A AJUDA DE VCS PARA ME DAR UMA FORÇA POIS ESTOU MUITO MAL BJSS E DESDE JA MUITO OBRIGADA ..........

Vernet M disse...

ola, sou de Campinas estou no mesmo dilema quero fazer a cirurgia e o convênio não cobre por laparoscopia, como conseguiu? pode me mandar o detalhes?